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terça-feira, 25 de junho de 2013

Passos macios...
Uma sombra que minha mente desenhou.
A saudade que eu inventei.
E eu me virei, e busquei.
Mesmo sabendo que o dono dos passos não iria condizer com o meu doce desejo.
Poupei esforços ao não tentar deixar de sentir
Que esse foi apenas mais um dia daqueles incontáveis que passei longe de ti.
A ausência do sol agora me levanta, e carrega de volta para casa.
O tom rosado das nuvens,  trazem um conforto e um desespero por tua presença.
Boa noite à todas as folhas de outono, que outrora estarão tão distantes, antes mesmo da manhã retornar.
Em cima de quantas flores você pisou para matar sua sede ?
Acabo de me recuperar...
De algo que talvez pudéssemos chamar de um trauma.
Uma perda...Algo assim.
O peso da culpa já não pode pesar nas minhas costas. Me apoio em minhas mãos, sujas pelo gosto da morte...
Acima de uma colina, posso ver que parte de mim já não existe. E essa parte faz com que eu não possa mais me encontrar em mim. Parece complicado, mas uma  mente que carrega a ausência da sanidade poderá muito bem se identificar.
Foi bem como um sonho, que talvez eu devesse permanecer criando e recriando...Dentro de mim, afastaria tudo e todos do poder da minha loucura.
Loucura...Tão ousada palavra para descrever os delírios que a mente humana pode vir a cometer. É como colocar o pé para fora do caminho que lhe foi trassado, e sentir um ódio mortal pelos que não tiveram a mesma coragem que você. Eles me chamam assim, louco, por ousar não seguir seus padrões...
Perdido..
Perdido...
Vivo.
Meu coração ainda pulsa? Não tenho certeza.
Não posso ouvir o som que costumava se fazer presente em todos os meus momentos de medo ou angústia. Seu lugar foi tomado por um novo som, um diferente, que trouxe um novo significado para a alma e a dúvida constante se permaneço vivo ou morto. Não que haja diferença, se não minha capacidade inútil de respirar.
O ar em meus pulmões, ou a ausência dele, não me ajudaram ou impediram de pensar.
Destino?
Afinal, estaria realmente tudo escrito?
Certamente, eu gostaria de poder folhear as páginas nas quais as palavras que dão origem a todas as minhas ações estão escritas.
Tudo aquilo que constitui a arte.
Enrustido, perdido, constantemente esquecido...
É o que dá forma,
O que trás a mente o poder inigualável de se criar.

Não há tempo para adormecer.
Os olhos que tomam como fonte de inspiração uma forma ou outra...
Uma música que traz um novo sentido ao ser ouvida...
Suspiro cheio de vontade.

Eu cansei de escrever sobre desavenças, problemas e decepções.
Sinto falta das palavras boas que surgiam.
 Eu podia sentir o calor delas na própria pele...
São coisas que já passaram... e ninguém esta interessado em ouvir histórias perdidas.


De qualquer maneira, eu pude abrir as portas de um novo mundo, onde uma nova composição tomou conta do meu ser.
Eu sei, que haverá um lugar de paz, onde viveremos nosso sonho. Sei que há planejado um jardim para plantarmos nossa perdição.
Apenas me prometa, que me levará para longe, onde as diferenças não nos comprometerão...Onde aquela vontade louca de te ter a todo momento não me matará...
Me leve para longe, meu amor...
Caminhei sobre um campo cheio de significados.
Cheio de perdões, desculpas e descasos...
Pisei em discórdias, para enfim encontrar meu lugar, minha paz.


Acabo de voltar.
Andava meio fora do caminho da sanidade.
Esqueci um pouco da humanidade, da razão, do que é ser diferente.
Perdi o direito de olhar para as cores das rosas como todos vocês.
Perdi o direito de olhar para o céu e abrir um sorriso.
Talvez as grades que me prendessem fossem tão verdadeiras quanto um sonho.
Apenas manteriam minha mente trancada, enquanto acreditasse nelas.


Me conte criança, por que escorrem lágrimas de seus olhos?
Este mundo cruel será sua casa, mas você deve sorrir...
Há estranhos nas ruas, e talvez um deles um dia seja seu melhor amigo.
Há lugares distantes que você não conhece, e que talvez um dia sejam seu lar...
Há músicas esperando para serem compostas, uma delas pode ser sobre você.
Eu vim com as mãos um pouco mais atadas do que da ultima vez...
Hoje me assombram as notas da música de uma história diferente.
Como será que foi? Naquela outra vida que não vivemos...
Como as palavras que se transformaram em criação,
E as histórias, em um riacho...
Fluente, eterno.
É o que somos.
Mãos atadas, mas olhos bem abertos...

E ela me perguntava novamente "Quem quer ser hoje?".
Dava ao destino seu caminho.
Por tantas vezes seu pensamento passou perto da possibilidade de voltar, mas logo ia embora.
Ou então seria,
Que ela dava caminho ao seu destino?



domingo, 23 de junho de 2013

Eu senti falta do vento gelado, da cidade que eu não cheguei a conhecer.
Pisei pelas ruas dos sonhos mais frios.
Ninguém se lembra do seu nome.
É uma bela vista daqui da janela, posso ver o que ninguém vai entender.
Eu navego pelos céus, imaginando aquele lugar tão distante, que eu fiquei de visitar.
Eu cubro novamente esse sonho com a razão.
Porque ninguém entenderia.
Ninguém se atreveria a mergulhar nesse mar de insanidade.
Eu não digo seu nome.
Eu não falo sobre promessas quando cito a cidade cinza.
E busco não procurar saber o que acontece por lá.
Sei que o frio te abraça todas as noites, e suas cores se confundem.
Faz parte do cenário que eu não vi.
Faz parte de outra máscara que eu fui obrigada a vestir.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Olhos mudos e teus.
Me perdem.
Me fazem me encontrar.
Trás de longe o beijo mais doce.
Trás para perto o abraço mais apertado.
Joga fora a saudade e a solidão que te cerca.
Bebe da jarra da certeza, e não questiona o que não pode ser explicado.
Só ama.
Só sente.
Só aceita.
E só escuta,
tua poesia implorando para voltar.
Não mais sobre o amor.
Nem sobre quem o quer, quem o faz, quem o tem.
Agora sobre uma vida calculada,
gota a gota.
Afogando em histórias disfarçadas.
Comprimidos e capsulas de ilusão.
Sufocante som familiar.
Da ausência,
da máscara do bem estar.
Tão poucas vezes me fecho em doce sonho.
Quase me perco por eles...
Antes não acordasse.
Mas desperto com o som de espadas,
travando lutas entre desculpas e acusações.
Acorda, levanta e engole.
Aprende, desprende e vai embora...
Anceia pelo tempo que já não passa.
E logo mais se dá conta de que ele também não volta.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

É um céu bem grande, e tuas cores contam o fim de um belo 'só mais outro dia'.

A pior loucura é aquela que se esconde.
Rasga o interior do peito, mas não ousa mostrar sua luz.
A loucura que para na fronteira do "dominar".

O peso das duas asas devem ser iguais.
Sincronia.
Perfeição.
Simetria...
Tudo o que me ensinaram.