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terça-feira, 7 de julho de 2015

Já a tanto tempo te busco, e ao me aproximar recuo.
É o medo de quem já se queimou com a brasa, de quem já sentiu o que pensou ser o último fôlego da vida.
Eu via o gigante estampado à minha frente, e temia.
Minhas palavras tão miúdas, tão insignificantes... Que diferença faria diante de tamanha imponência?
"Não... Melhor ficar por aqui. Guardar no peito, manter calado, me afogar em meus próprios desaforos."
Ironicamente, nossas tristezas que guardamos no peito trancadas para morrer, acabam virando a sombra do gigante que tanto tememos.
Mas quem diria... Situação familiar, me sinto em casa. Mas sempre foi tão frio por aqui? Eu costumava me lembrar, mas hoje já me perco entre borrões e manchas da memória.
Mesmo depois de conhecer o mundo lá fora, o abrigo entre uma palavra e outra continua sendo meu lar. Por quanto tempo estive fora? - O suficiente.
Como voltei para cá? Talvez a vida tenha um plano para mim, e talvez minha volta até aqui tenha um propósito.
Uma revolução interior se aproxima, a tempos posso sentir seus passos pesados fazendo tremer a superfície.
Talvez seja a hora de fechar os olhos. Talvez seja a hora de cair por terra, e deixar aprofundar as raízes.
Mas a que custo?...
Esbarro nas paredes empoeiradas e mau iluminadas... - há de ter uma janela aqui em algum lugar!
Eu saí e deixei toda essa bagunça? Não é atoa que não quis voltar.
Passo, passo, passo, tropeço, passo, passo...
Sento-me para aproveitar a sensação de voltar pra casa como quem senta em volta de uma fogueira em uma noite fria.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Era uma bela mistura de cores...Destacando as palavras que eu guardava dentro de mim. Estavam tão perdidas que nem eu mesma conseguia encontrá-las.- Na verdade, eu nem sabia mais se elas ainda estavam lá.
Talvez em uma noite qualquer tivessem fugido diante de meus olhos...E eu não fiz nada para dete-las. Ou nem às percebi. -Apenas cedi à necessidade de tirar o silêncio daquela madrugada sem fim.
Uma música, talvez algumas palavras... Mas nada servia. Nada encaixava.
Mas como pode um coração transbordando do sentir, não reconhecer o sentido das palavras escondidas dentro de si mesmo?
Invisíveis, silenciosas...
Cuidadosas, mas perversas.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

E do que é que eu vou falar
Se já não vejo mais a lua
Se não mais cruzo as curvas
Do que vou escrever
Se as retas são tão vazias?

Ouço o canto dos pássaros que vem de tão longe
Sinto a brisa que se perde e entra
Pelo vão da janela
Que alguém esqueceu de fechar.

O teu sorriso é construído como um espelho
Mas o que reflete nem sempre condiz com a realidade.
Portador das palavras mais belas
E medo tão nítido.

Não da morte
Não de não ver mais a luz.
Mas de ter que conviver com ela
Sem saber o dia em que cessará.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tem dias de mágoas guardados no peito.
E falta solidão para as lágrimas caírem
Mas transborda solidão para deixa-las guardadas.
É uma mistura de saudade
Com um vento forte de vontade.
Um gostinho amargo que o amor deixou na boca
Um reflexo seu,
Opaco, desfigurado.
Já não reconheço minha face.
Mas ela esta só.
Olhos abertos,
Coração inquieto,
Cadê a chave do caminho da paz?

domingo, 28 de julho de 2013

Mesmo que eu não fosse lá tão boa naquilo...
Parecia que valia a pena.
Tentar me convencer.
Até aprender.
Fingir que já sabia por onde andar.
Que já não havia algum medo de errar.
Que já sabia todos os passos daquela estranha dança que chamam de "amor".
Bebi do veneno,
Provei o mais doce...
Quase me sufoquei com meu próprio medo.
E mesmo que eu ainda não domine totalmente essa tão bela arte,
Tenho o mais belo par de olhos escuros,
Que me guia e me envolve...
Ouso dizer que já não respiro sem pensar no teu nome.
E que os sussurros até da mais calma brisa, me levam até teu lado.
Que bela dança me apresentastes...
E que sejam eternos os caminhos junto a ti.

Algo mais que algo menos.
Pouco menos que pouco mais.
Perto do certo,
Ponte do incerto.
Longe do correto.
Triste decisão,
Esse meu caminho predileto.